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Tapar o sol com a peneira


Tapar o sol com a peneira. Começa mais um ano lectivo e mais uma vez a política do livro mantém-se subjugada aos interesses políticos e económicos.  

Sem réstia de esperança. 

A Câmara de Tavira distribui livros escolares (cujos critérios para aqui não interessam) tal como o fazem dezenas de outras autarquias. 

Além da concorrência desleal às livrarias que investiram no livre mercado, esconde-se o essencial porque assim os políticos o querem. 

Todos os anos o ministério da educação altera os livros em todos os ciclos (por vezes em questões de pormenor) obrigando as famílias a gastarem rios de dinheiro para enriquecer políticos e lobbies. Alteram-se os livros muitas vezes sem alterações nos programas.  

Em suma. Tudo uma cambada.

Nesta matéria esquecem-se de olhar para a querida Finlândia, a menina exemplo na educação para alguns. 

Esqueci-me de dizer. Tenho 4 filhos. Há quem tenha mais e há quem tenha menos. A todos custa.

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Esquizofrênicos 


Independentemente da cor política , não há pachorra e futuro para este pequeno Portugal com menos habitantes que muitas cidades desse mundo fora. Não nós entendemos e a culpa não é do acordo ortográfico. 
Um determinado governo promove legislação e executa medidas da mais diversa natureza. No âmbito do Investimento, da Fiscalidade, da Educação, do Turismo, da Gestão territorial, etc. 

As medidas, boas ou menos boas, carecem de ser implementadas e monitorizadas por forma a sabermos a real valia das mesmas para o conjunto da sociedade. Só assim somos responsáveis e podemos tirar minimamente conclusões.
Sucede é que nestes últimos quase 50 anos não há coisa que dure. Ninguém pensa e executa com vista larga. É tudo a curto prazo e no real interesse da sua cor e bolso.
Um governo faz. 

Entra outro governo e quase tudo altera

Entrará mais tarde um outro e tudo será novamente mexido. 
Temos o Portugal que merecemos. À medida da mediocridade da generalidade dos políticos que nos têm governado e os culpados somos somente nós. Ninguém tem a mínima ideia para onde vamos. A mínima. 

Não há país que resista a estes devaneios. 

Por isso seremos sempre pobres e em breve também infelizes. 

  

Pena


Provavelmente estaremos condenados ainda que a nação possa mais uma vez sobreviver. Num pouco mais de um século só podemos visualizar (com excepções certamente) um cenário negro. Desde a primeira e indecifrável república, às contas certas do estado novo e o empobrecimento genérico de uma nação fechada ao mundo e esta nova república feita de empresários e senadores de bom nome que a história se encarregará de condenar, não existe justiça e equidade na verdadeira acepção da palavra. As referências vão-se perdendo e não há prêmios de reconhecimento internacional do nosso bom carácter enquanto povo que cheguem para nos confortar. Ainda que todos estejamos a viver um tempo único de transformação do mundo onde vivemos, pena que os portugueses não possam ser mais felizes. Pena.

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Portugal – cuidados intensivos


Dizem que se anunciará hoje o fim do programa da Troika. Para uns um mal necessário e um futuro promissor pela frente e para outros tudo não passou de um vexame e roubo autorizado. Tudo se explica e passará assim. Um doente crónico (portugal) teve uma (mais uma) recaída séria. Esteve em coma ligado às máquinas. Hoje anunciam que se irá prescindir de uma das máquinas que mantém o doente vivo. Agora vai estar uns meses nos cuidados intensivos. Sucede porém que a doença é crónica e o paciente está desanimado. Enquanto teve as máquinas sabia que elas não falhavam. Agora que tem que recuperar por si, sabe que as bactérias do costume vão voltar. Elas não foram debeladas. Simplesmente disfarçadas. É tudo uma questão de tempo para entrar em coma novamente. O essencial da reforma do Estado ficou por fazer. Os políticos voltaram a não dar o exemplo. Neles e no aparelho não se tocou. Pagaram os cidadãos e os empreendedores. As bactérias andam aí.

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UM PESO E DUAS MEDIDAS


É, infelizmente, lugar comum ver, ouvir dizer ou saber de fonte segura de situações onde o Estado apregoa e impõe num sentido e depois pratica num outro. Ou seja, sanciona o cidadão e contribuinte, aquele que no fundo gera riqueza e, por outro lado, esbanja o que recebe de todos nós negando exactamente aquilo que deveria defender.
Tavira e o seu entorno não são excepção.
Senão vejamos este exemplo.
Nas zonas sob a jurisdição do Parque Natural da Ria Formosa estão presentes uma séria de planos de ordenamento do território, uns mais genéricos e outros mais específicos. As regras são tantas e a fiscalização tão apertada que para se colocar ou instalar um deck num apoio de praia, uma fonte de electricidade ou de água potável, ampliar uma salina, fazer um campo desportivo ou efectuar uma qualquer sessão desportiva ou recreativa, quase que não há licença que nos salve. Para não falar em construir. Recordem-se do exemplo do Hotel Albacora, onde para instalar um pequeno embarcadouro foi um folhetim de que não há memória, para não falar na aberração que representa o acesso pedonal (estrada) a esse mesmo empreendimento.
Os exemplos são muitos.
Há contudo imagens que explicam melhor a ideia que está em título. Apreciem a foto que acompanha este texto. Todos sabemos que a ilha de Tavira tem uma população residente considerável de Verão e que provoca os inerentes desperdícios. A solução para o apoio logístico passa por este embarcadouro. Será preciso dizer mais alguma coisa? Experimentem fazer um simples movimento de terras em zona do Parque Natural e depois vejam as diferenças. É por estas e por outras que às vezes aceito que não vale a pena acreditar. Apesar de tudo, não temos pejo em dizer que temos a melhor praia da Europa. Não nisto certamente.

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